sexta-feira, 3 de junho de 2011

A Formação do Estado Islâmico – os Preceitos do Alcorão e as Divisões em Sunitas e Xiitas




            Antes da formação do Estado Islâmico, os árabes não tinham uma unidade política formada. Vivendo entre dois Impérios em constante confronto (Império Bizantino e o Império Persa), os árabes viviam em tribos, cada uma dessa  formando vários clãs, umas nômades e outras sedentárias, viviam em constantes guerras. Politeístas já conheciam “Al-lah”, que só teria uma grande importância no nascimento do Islã ou Islão.

 O nascimento do Estado Islâmico segue entrelaçado com a difusão da religião proferida por Maomé (Muhammad) em 610 após uma revelação divina, atribuída muitas vezes pelo Arcanjo Gabriel, e com o apoio de sua esposa. Pregando o monoteísmo, criticando o materialismo e anunciando o Juízo Final, Maomé fez muitos adeptos como também inimigos, fazendo-o fugir para cidade vizinha de Meca, a Yathrib. Nessa cidade Maomé faz alianças com as tribos pagãs e judaicas, fazendo as duas cidades entrarem e guerra. Maomé vitorioso, juntamente com os seus discípulos, prega a conversão e avançam as suas conquistas por todo o território árabe. Em 630 ele toma Meca e ao fim de sua vida toda a Península Arábica estava praticamente tomada pelo Islamismo.

            Após sua morte e sem deixar alguém para a sua sucessão cria-se o califado (califa – representante). E em um desses califados surge a as duas vertentes do Islã, os sunitas e xiitas, provocados, com as brigas pelo poder, assassinatos e corrupção Ali (xiita) é obrigado a se retirar graças  ao complô de Muawiya (sunitas). Vale dizer que durante esses califados, quatro no total, foram os responsáveis pela unificação da Arábia e da sua expansão para a Ásia, Europa e Norte da África. Após os quatro califas, surgiram duas dinastias bastando dizer as características principais de cada uma para não alongar muito o assunto.

O primeiro chamado de Os Omiadas (661-750) terminou com o caráter eletivo dos califas tornando-os hereditários, suas grandes marcas foram: uma nova expansão territorial; liberdade de culto aos conquistados; instituição da lingua árabe nas áreas administrativas, antes tomadas pela grega e persa; e o novo modelo de cunhagem de moedas, que continham agora inscrições árabes de referencia a unicidade divina. O fim dessa dinastia deu-se de modo trágico. Tendo toda a família exterminada pelos Abássidas.

            Os Abássidas (750-1258) foi o período do apogeu cultural islâmico, fundindo as características persas, sírias e indianas misturando os ao árabe. O massacre aos descendentes do Ali (xiitas) que apoiaram os abássidas pela tomada de poder, provocando a cisão entre as duas vertentes islâmicas, e apesar de dar continuidade à expansão territorial começava ai a desagregação política com a formação de varias dinastias pelo território árabe. E a “tomada” de poder pelos turcos seljúcidas em 1055. E a reunificação provocada por Saladino no período das Cruzadas.

            O Alcorão é as transcrições das revelações de Maomé durante os 22 anos em que recebia as revelações e as proferiu no restante de sua vida. Foram transcritos por diversos “escribas” durante as revelações a pedido de Maomé. Escrito em diversos tipos de papel e outros materiais como ossos de camelos, pedras, pergaminhos e até mesmo na memória dos primeiros seguidores de Maomé. Até hoje existe varias teorias de como fora compilado o Alcorão. Como a Bíblia do cristão/católico, houve um concilio para ver quais as partes em que seriam usadas para o Alcorão definitivo e quais as descartadas. Interessante saber que o Alcorão recita que existem outros livros com a mesma essência dela  como a Bíblia e da existência de povos que são os cristãos e os judeus como os “donos do livro”. Estudiosos comprovam que os personagens bíblicos aparecem no Alcorão e o mesmo serve como doutrina, meio de vida, o respeito entre as pessoas e povos, e a busca espiritual.

            Como disse anteriormente, uma das causas para essa divisão foi à luta pelo poder entre Ali (xiita) e Muawiya (sunita). O surgimento dessas vertentes deu-se após a morte de Maomé, em que os sunitas são o lado moderado do Islã enquanto os xiitas são os extremistas. Os sunitas são a maioria no cerca de 85% da população islâmica, eles consideram todos iguais e acreditam que os povo islâmico se manterá unida. Eles consideram os xiitas ou o xiismo como uma seita herege, mas dentro do Islã. Outras tendências do sunitas acreditam que os xiitas são desertores do Islã.



           
A visão ocidental sobre esse povo é bastante preconceituosa. Vindo principalmente das Cruzadas, ela toma uma forma muito negativa no Ocidente, principalmente pela visão Norte Americana de que eles são o “povo do mal”. Numa tentativa de impor o capitalismo nessa região rica culturalmente com a valorização de seus costumes, é duramente criticada pela feição cristã, como pagão e infiel. A “liberdade” imposta pelo capitalismo mostra aos ocidentais uma visão feia e cruel sobre o modo de vida islâmico, e a ausência de história desse povo e de tantos outros, deixada ao largo tanto por certo menosprezo e intencionalidade criando esse preconceito e visão “tortuosa” sobre eles. Com um pouco mais de estudo podemos ver a importância cultural e social que eles deram aos ocidentais, e que a culpa atribuída a eles na verdade é unicamente ocidental, melhor dizendo européia cristã.

Não cabe ao cristão ou ocidental julgar a cultura, economia e sociedade de qualquer povo por suas diferenças sócio religiosa. Cabe na verdade estudá-los, e tirar proveito de uma cultura riquíssima para engrandecer a nossa. Vale lembrar que a ascensão da Europa e o fim da Era Medieval para o Mercantilismo e por fim a Revolução industrial. Devemos de certa forma agradecer por esse choque cultural que somou conhecimento e “riqueza” aos ocidentais e retirar esse erro grotesco sobre essa sociedade.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Curso de Extensão - Atualize-se em História da Africa




O Centro interdisciplinar de Formação Continuada (interfoco/
UnB) oferece o curso de extensão Atualização em História da
África e História Afro-Brasileira – a Lei 10.639/2003. as aulas
começam amanhã, 2 de junho e vão até 7 de julho, na sala
Papirus da Faculdade de educação (Fe 1), sempre às quintas-feiras, das 8h às 12h. Valor: r$ 30. Carga horária: 30h (20h
presenciais e 10h virtuais). as inscrições devem ser feitas no
interfoco, prédio Multiuso i, Bloco a, sala at- 57/7. o objetivo
é promover a educação nas relações etno-raciais por meio da
capacitação de professores da rede pública de ensino.
Mais informações: 3107 5804/5917/5918

segunda-feira, 30 de maio de 2011

EDUCAÇÃO E DESIGUALDADE SOCIAL




             Pratica Educativa, Pedagogia e Didática, de José Carlos Libâneo, retrata a desigualdade social como uma construção econômica ao longo do tempo. Com as relações de trabalho sofrendo diversas transformações de acordo com as necessidades impostas de acordo com a perspectiva econômica. Desde de a remota Grécia vemos as diferenças sociais impostas por diversos fatores, desde os culturais ao estatus social na pirâmide populacional de um país. A grande diferença veio a ocorrer após o rompimento do mundo europeu com a política até então adotada (Feudalismo), passando por transformações a favor de uma nova classe em ascensão (burgueses – comerciantes) com o nome de Mercantilismo estava preparando o ‘terreno’ para duas grandes mudanças na esfera mundial.


            A primeira veio com a Revolução Industrial no século 18, e a tomada do capitalismo após a Primeira Guerra Mundial, cabe lembrar que a construção desse modelo econômico e social começou a ser construído com o fim do feudalismo e com a ascensão da revolução industrial, reforçando as divisões de classe e o mundo como conhecemos hoje.


            Uma das premissas do capitalismo, diz que todos os homens são iguais em direitos e deveres, e conseqüentemente aquele que não se destaca na sociedade é o único culpado por sua situação. A democracia fortifica esse ponto confirmando a igualdade de oportunidade aos seus cidadãos. Mas esses conceitos mascaram uma realidade muito vista e ignorada por essas e outras premissas marcando significadamente a aceitação do individuo perante o meio em que vive. E infelizmente muitos profissionais do ensino carregam esse stigma por toda a vida e assim repassando a todas as gerações posteriores.


 Esse erro gera um enorme preconceito dentro da instituição de ensino entre professor e aluno, e entre aluno e aluno. Por caracterizar o aluno como aquém do esperado usando adjetivos a sua condição sem observar a realidade dessa pessoa e a influência que o meio (ambiente familiar, localidade e status social) vem a causar sobre ela. Esse preconceito também recai sobre os colegas que o vê como alguém a margem da sociedade, um fraco e diferente. Vale acrescentar que esse preconceito não recai somente por sua dificuldade no meio escolar, também vem dos conceitos gerados pela sociedade com relação à beleza, ao comportamento, características culturais (principalmente no Brasil) e outros fatores de menos relevância.


Cabe a instituição de ensino, e ao corpo docente rever as suas diretrizes, trabalhando esse preconceito a fim de minimizar as suas causas. Preparando o aluno e adequando o ensino a sua realidade e assim eliminar gradativamente as suas dificuldades e preparando-o para o mundo. Eliminar as distorções causadas pelo sistema, trabalhando a valorização do aluno e mostrando-o que a mobilidade social e intelectual é possível procurando minimizar a potencialidade de conceitos que estamos costumados a ouvir e repassar.


Apesar de um trabalho extremamente difícil cabe a instituição de ensino trabalhar em prol do aluno diante da realidade em que esse vive, eliminar a diferença a partir do momento em que o trata como um igual, retirando conotações e adjetivos prejudiciais ao seu desenvolvimento.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Segredos Internos – Engenhos e Escravos Na Sociedade Colonial 1550-1835 Parte II




Apesar das tentativas da Coroa Portuguesa em garantir “liberdade” aos ‘índios’ e utilizar a sua força de trabalho por salários e outras garantias implementadas por leis, a falta de material sobre o assunto e a ‘falta de controle’ da metrópole, dificilmente irá responder se essas medidas foram realmente tomadas. O que vemos é que isso dificilmente deve ter saído do papel.


Ao contrario do que se vê nos livros didáticos em que mostra o índio aceitando a sua condição de oprimido e dominado muda radicalmente nesse texto. Verdade nisso foram os métodos utilizados para lutar contra a vontade portuguesa resultando em “adjetivos” usados por nós até hoje. Seja por fugas ou pela luta, só fizeram aumentar as desculpas utilizadas tanto pelo colono quanto pelo jesuíta em motivações ainda que diferenciadas se utilizar o índio para mão de obra como escravos com a “guerra justa” e como novos cristãos. No caso da guerra poucos casos foram vistos, mas mesmo assim conseguiram trazer um impacto muito grande e conseqüentemente merecendo destaque. No que poderia de repente parecer uma nova Cruzada pelos invasores, foi tomada pelos índios na influencia que a religião agora adotada veio servir como um propulsor na luta contra os invasores. A ironia nisso tudo é que o catolicismo veio para literalmente destruir a cultura “indígena”, forçar a conquista de terras e submeter os invadidos ao seu costume. O texto mostra uma clara influencia da fé cristã combinada na crença dos tupinambás, e relatos de fazendeiros que chegaram a permitir uma ‘estada’ em suas terras dizendo que os índios construíam verdadeiras igrejas, em que adoravam Maria, erguiam tabuletas de madeira.


Quando o movimento se mostrou perigoso aos colonos, tudo fora feito para que fosse reprimido o quanto antes. Os poucos registros que ainda existem mostram que esse movimento ganhou força com a inclusão dos africanos e crioulos fugidos da senzala, posteriormente esses grupos voltariam juntos em operações militares contra os povoados dos colonos portugueses. Mesmo quando os colonos agiam com sucesso para o fim da “Santidade”, tempos depois ela voltava ligeiramente mais forte, principalmente com o aumento de escravos no período a expansão da indústria açucareira. Por fim a Coroa vendo um grande perigo autorizou o extermínio dessas aldeias, a devolução dos escravos para os seus donos e vender os índios para outras regiões da colônia.

terça-feira, 17 de maio de 2011

O Desabafo de uma Professora

         

           Está ai um vídeo que reflete não só a realidade do Estado do Rio Grande do Norte,
mas de todo país....

           Um desabafo de todos nós professores e ex-professores como no meu caso.


segunda-feira, 16 de maio de 2011

Segredos Internos – Engenhos e Escravos Na Sociedade Colonial 1550-1835 Parte I




O autor Stuart B. Schwartz, nos relata de modo totalmente diferente o inicio da colonização portuguesa e a sua relação com os “índios” no Brasil, se compararmos com o que nos é passado em toda a nossa vida escolar durante o primeiro e segundo grau (ensino fundamental e médio). Não querendo se aprofundar em um estudo etnográfico como ele mesmo diz:


Nosso ponto de partida deve ser o próprio índio, embora não pretendamos, aqui, apresentar um estudo etnográfico completo dos povos  indígenas brasileiros, nem mesmo os da Bahia, às vésperas do contato com os europeus.”


            Ele nos coloca algumas das principais características desse povo, que infelizmente por ignorância ou arrogância do povo europeu, não viram essas diferenças e impuseram termos, nomes e adjetivos nem um pouco amigáveis, e rituais abomináveis ao olhar europeu como principal desculpa para a sua escravização.


A ênfase dada aos costumes indígenas é colocada por mais de uma vez destacando a incompreensão dos europeus quanto a um costume totalmente avesso aos seus. Principalmente relacionado à agricultura, a propriedade e de como o tempo era utilizado, sendo chamados de preguiçosos por sua “ociosidade” e de bárbaros pelo modo que viviam:


“O que aos olhos dos europeus parecia prodigalidade, falta de interesse em lucros e despreocupação com os excedentes irritava-os, e mais de uma vez tais atitudes foram apresentadas como prova de irracionalidade de índio, portanto, de sua falta de “humanidade”.”



Importante dizer que a relação frutífera dos portugueses e franceses(), no inicio da colonização, para o a exploração do Pau Brasil, deveu-se a característica atividade masculina antes do plantio feito pelas mulheres, que era o trabalho coletivo da derrubada de arvores. E essa negociação também teve êxito até certo momento pela troca de das arvores por objetos tragos pelos portugueses, que satisfaziam o interesse dos índios, como machados e outros objetos que facilitava o seu trabalho dando tempo para as suas outras atividades.
Essa pratica também chamada de escambo durou até o momento em que os índios não queriam mais as mesmas quinquilharias que os portugueses traziam. Agora pediam algo considerado muito caro para o trabalho efetuado, que era armas que poderiam facilitar a caça, e isso era um ‘tributo’ muito pesado aos portugueses. Pessoalmente acredito também em um outro fator para que os portugueses não viessem aceitar esse pedido, possíveis conflitos que poderiam ser ocasionados a partir dos interesses portugueses para esse povo.


Os colonos tentaram de toda maneira se utilizar dos serviços ‘braçais’ dos índios, não importando que métodos fossem utilizados para isso. Três praticas foram utilizadas para isso tendo destaque para a escravização, abominada pelos jesuítas e repreendida na teoria pelas leis da Coroa Portuguesa. Merecendo o mesmo destaque vem a conversão imposta pelos jesuítas para a salvação desse povo, onde implantavam o catolicismo juntamente com a aculturação forçada, levando aos índios a se habituarem a uma cultura totalmente avessa da sua, que de alguma forma os levaria a trabalhar nas lavouras pelo habito de trabalho europeu. E por ultimo o trabalho assalariado. Sabe-se pouco sobre o tempo de duração de cada tentativa, apenas que chegaram a ser aplicadas sumiltaneamente e que trouxe uma certa disputa entre jesuítas e colonos como diz um trecho do texto:


                                   “... porem as divisões entre tais etapas não foram claramente delimitadas                                                                     e nem sempre o processo foi inudirecional, continuo e ubíquo. Durante o século XVII no Nordeste, os  portugueses tentaram aplicar as três técnicas simultaneamente. Em certa medida, a luta entre jesuítas e colonos era um                                                   conflito entre duas estratégias diferentes que tinham o mesmo objetivo: a europeização dos autóctenes.”       


 continua.....       

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Tiradentes um símbolo para a República - Ultima Parte




            Ao contrário do que as duas partes pensavam o tom cívico de Tiradentes, criou margem para os artistas positivistas, criarem um rosto, uma identidade que cativou. Transformando - o em Cristo brasileiro. A falta de imagens da época, e a ausência de detalhes dentre outros ajudou na formação deste herói. Poetas republicanos se aproveitaram da imagem, criando musicas, rimas fazendo crescer seu apelo religioso dentre os comuns. Basta olhar a maioria das imagens criadas de Tiradentes e compará-las com Cristo.

Tiradentes tornou-se o herói imaculado, se sacrificou pela liberdade de uma nação, perdoou seus carrascos e louvou ao Senhor antes de morrer. E o melhor não derramou uma gota de sangue do inimigo.

Fez na verdade criar um rancor pela coroa portuguesa por seu gesto egoísta e extremamente insensato. Ainda mais pelo fato que apenas ele serviu como exemplo e os outros conspiradores, no máximo foram extraditados para a África.

Até mesmo os monarquistas reivindicaram a imagem de Tiradentes, como símbolo para a Independência (juntamente com Dom Pedro I); os militares o transformou em Alferes.

A construção de sua personagem conseguiu unir o que os demais heróis e símbolos criados pela República conseguiram alcançar. Unir militares, republicanos, a Igreja o povo alheio ao movimento e até mesmo os monarquistas, foi um golpe de sorte. Ter um ser da qual estava vivo apenas na memória de mineiros e cariocas. Um homem que havia perdido a sua identidade ao ser condenado a morte, e a sua luta restrita apenas ao Estado de Minas Gerais (diga-se independência do Estado de Minas Gerais e não do Brasil, pois não havia essa idéia como aconteceu com Dom Pedro I). A liberdade dos artistas positivistas e por fim a pena que recaia sobre um condenado a morte pelas leis portuguesas e a transformação do homem nos poucos dados que se tinha em mãos, foram o suficiente para criar o mito Tiradentes.

Por fim segue um trecho do Livro “A formação das Almas” que fala tudo em tão pouco:

Tudo isso calava profundamente no sentimento popular, marcado pela religiosidade cristã. Na figura de Tiradentes todos podiam identificar-se, ele operava a unidade mística dos cidadãos, o sentimento de participação, de união em torno de um ideal, fosse ele liberdade, a independência ou a república. Era o totem cívico. Não antagonizava ninguém, não dividia as pessoas e as classes sociais, não dividia o país, não separava o presente do passado nem do futuro. Pelo contrário, ligava a república à independência e a projetava para o ideal de crescente liberdade futura. A liberdade que ainda tardia.”