segunda-feira, 30 de maio de 2011

EDUCAÇÃO E DESIGUALDADE SOCIAL




             Pratica Educativa, Pedagogia e Didática, de José Carlos Libâneo, retrata a desigualdade social como uma construção econômica ao longo do tempo. Com as relações de trabalho sofrendo diversas transformações de acordo com as necessidades impostas de acordo com a perspectiva econômica. Desde de a remota Grécia vemos as diferenças sociais impostas por diversos fatores, desde os culturais ao estatus social na pirâmide populacional de um país. A grande diferença veio a ocorrer após o rompimento do mundo europeu com a política até então adotada (Feudalismo), passando por transformações a favor de uma nova classe em ascensão (burgueses – comerciantes) com o nome de Mercantilismo estava preparando o ‘terreno’ para duas grandes mudanças na esfera mundial.


            A primeira veio com a Revolução Industrial no século 18, e a tomada do capitalismo após a Primeira Guerra Mundial, cabe lembrar que a construção desse modelo econômico e social começou a ser construído com o fim do feudalismo e com a ascensão da revolução industrial, reforçando as divisões de classe e o mundo como conhecemos hoje.


            Uma das premissas do capitalismo, diz que todos os homens são iguais em direitos e deveres, e conseqüentemente aquele que não se destaca na sociedade é o único culpado por sua situação. A democracia fortifica esse ponto confirmando a igualdade de oportunidade aos seus cidadãos. Mas esses conceitos mascaram uma realidade muito vista e ignorada por essas e outras premissas marcando significadamente a aceitação do individuo perante o meio em que vive. E infelizmente muitos profissionais do ensino carregam esse stigma por toda a vida e assim repassando a todas as gerações posteriores.


 Esse erro gera um enorme preconceito dentro da instituição de ensino entre professor e aluno, e entre aluno e aluno. Por caracterizar o aluno como aquém do esperado usando adjetivos a sua condição sem observar a realidade dessa pessoa e a influência que o meio (ambiente familiar, localidade e status social) vem a causar sobre ela. Esse preconceito também recai sobre os colegas que o vê como alguém a margem da sociedade, um fraco e diferente. Vale acrescentar que esse preconceito não recai somente por sua dificuldade no meio escolar, também vem dos conceitos gerados pela sociedade com relação à beleza, ao comportamento, características culturais (principalmente no Brasil) e outros fatores de menos relevância.


Cabe a instituição de ensino, e ao corpo docente rever as suas diretrizes, trabalhando esse preconceito a fim de minimizar as suas causas. Preparando o aluno e adequando o ensino a sua realidade e assim eliminar gradativamente as suas dificuldades e preparando-o para o mundo. Eliminar as distorções causadas pelo sistema, trabalhando a valorização do aluno e mostrando-o que a mobilidade social e intelectual é possível procurando minimizar a potencialidade de conceitos que estamos costumados a ouvir e repassar.


Apesar de um trabalho extremamente difícil cabe a instituição de ensino trabalhar em prol do aluno diante da realidade em que esse vive, eliminar a diferença a partir do momento em que o trata como um igual, retirando conotações e adjetivos prejudiciais ao seu desenvolvimento.

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