quarta-feira, 18 de maio de 2011

Segredos Internos – Engenhos e Escravos Na Sociedade Colonial 1550-1835 Parte II




Apesar das tentativas da Coroa Portuguesa em garantir “liberdade” aos ‘índios’ e utilizar a sua força de trabalho por salários e outras garantias implementadas por leis, a falta de material sobre o assunto e a ‘falta de controle’ da metrópole, dificilmente irá responder se essas medidas foram realmente tomadas. O que vemos é que isso dificilmente deve ter saído do papel.


Ao contrario do que se vê nos livros didáticos em que mostra o índio aceitando a sua condição de oprimido e dominado muda radicalmente nesse texto. Verdade nisso foram os métodos utilizados para lutar contra a vontade portuguesa resultando em “adjetivos” usados por nós até hoje. Seja por fugas ou pela luta, só fizeram aumentar as desculpas utilizadas tanto pelo colono quanto pelo jesuíta em motivações ainda que diferenciadas se utilizar o índio para mão de obra como escravos com a “guerra justa” e como novos cristãos. No caso da guerra poucos casos foram vistos, mas mesmo assim conseguiram trazer um impacto muito grande e conseqüentemente merecendo destaque. No que poderia de repente parecer uma nova Cruzada pelos invasores, foi tomada pelos índios na influencia que a religião agora adotada veio servir como um propulsor na luta contra os invasores. A ironia nisso tudo é que o catolicismo veio para literalmente destruir a cultura “indígena”, forçar a conquista de terras e submeter os invadidos ao seu costume. O texto mostra uma clara influencia da fé cristã combinada na crença dos tupinambás, e relatos de fazendeiros que chegaram a permitir uma ‘estada’ em suas terras dizendo que os índios construíam verdadeiras igrejas, em que adoravam Maria, erguiam tabuletas de madeira.


Quando o movimento se mostrou perigoso aos colonos, tudo fora feito para que fosse reprimido o quanto antes. Os poucos registros que ainda existem mostram que esse movimento ganhou força com a inclusão dos africanos e crioulos fugidos da senzala, posteriormente esses grupos voltariam juntos em operações militares contra os povoados dos colonos portugueses. Mesmo quando os colonos agiam com sucesso para o fim da “Santidade”, tempos depois ela voltava ligeiramente mais forte, principalmente com o aumento de escravos no período a expansão da indústria açucareira. Por fim a Coroa vendo um grande perigo autorizou o extermínio dessas aldeias, a devolução dos escravos para os seus donos e vender os índios para outras regiões da colônia.

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