quinta-feira, 23 de junho de 2011

CARTA ABERTA A POPULAÇÃO DO RIO DE JANEIRO - BOMBEIROS RJ




Caros amigos, peço que divulguem esse e-mail, para que a
população do Rio de Janeiro e do Brasil saiba o que acontece,
de verdade, em nosso Estado.

Grato, Robson Simas – Cel BM RRem





 



CARTA ABERTA A POPULAÇÃO DO RIO DE JANEIRO


Povo Fluminense,
Os Bombeiros do Rio de Janeiro, profissionais trabalhadores, ordeiros e competentes, em respeito à população que sempre defenderam, por vezes com o sacrifício da própria vida, vem a público esclarecer o que tem ocorrido na Corporação e no Governo do Estado e o que levou companheiros e seus familiares adesafiarem os desmandos do Comandante Geral Cel Pedro Marco e doGovernador Sérgio Cabral.
Como sabemos, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro é umacorporação voltada para a preservação de vidas e proteção de Bens da população do Estado do Rio de Janeiro.
Ao longo da sua existência, o CBMERJ sempre se pautou pela hierarquia e disciplina e também pela credibilidade de seus serviços, estando ao lado da população Fluminense em todas as suas aflições e enfrentando com bravura as calamidades naturais que atingem o Estado. São inúmeras as vidas salvas e os bens preservados pelos profissionais do Corpo de Bombeiros, que a população chama carinhosamente de Heróis. Ao nos formarmos, juramos defender a população com o Sacrifício da nossa própria vida e assim temos feito ao longo desses 155 anos de existência.
A Corporação recolhe cadáverescombate os mosquitos da dengueatua nas UPAS, guarnece o sambódromo no carnaval e atua no Rock in Rio (sem remuneração extra, embora o evento seja cobrado ao público), além de exercer as suas funções de salvamentos e combate à incêndio, recebendo um dos PIORES SALÁRIOS pagos pela categoria no Brasil (tabela ao Final).
O reequipamento da Corporação não é mérito do Governador, mas sim da população do Estado do Rio de Janeiro que paga a taxa de incêndio e que, ainda assim, não sabe que os recursos não são totalmente destinados à Corporação.
A Ira do Sr. Sérgio Cabral, com os Bombeiros, vem de 2009, quando foi vaiado pela Corporação durante o lançamento da Campanha “Cultura Antidengue” no ginásio do Maracanãzinho e desde então tem discriminado os Bombeiros militares, sejam nas gratificações (usando seu poder de discricionariedade) seja nas condições de trabalho (vocês viram alguma homenagem aos heróis que morreram na calamidade da Região Serrana?)
Agora, a população do Estado do Rio de Janeiro, assiste a sua Corporação de heróis ser aviltada e achincalhada pelas atitudes ditatoriais do Governador Sérgio Cabral que culminou com os manifestantes adentrando o Quartel Central da Corporação, no ultimo dia 03, para serem ouvidos pelo seu Comandante Geral, que omisso, serviu de “pau mandado” do governador Sérgio Cabral eignorou os clamores de sua Tropa, nem comparecendo ao local.
O Governador Sérgio Cabraladotando os melhores recursos da DITADURA,mandou o BOPE invadir com tiros e bombas o Quartel Central do Corpo de Bombeiros, ferindo militares honestos, mulheres e crianças indefesas. Atitude inadmissível em um Estado democrático de Direito!
Porque o Comandante Geral do CBMERJ, Cel Pedro Marco, não tomou asmedidas necessárias para a retirada de seus militares do pátio do Quartel Central? Estavam todos desarmados e com seus familiaresNão era necessário o uso da força e sim do diálogoOs Bombeiros são pacíficos por natureza.
O Governador nunca gostou da Corporação. Nomeou para Secretário o Ex médico do CBMERJ Sérgio Côrtes, um homem que deixou a Corporação por não concordar com os baixos salários e a carga de trabalho excessiva e agora nada faz para ajudar a Corporação, apenas integra os desmandos administrativos e superfaturados do Governo do Estado na área da saúde.
Assistimos perplexos ao Comandante Geral da PMERJ usurpar o Comando do CBMERJ e se dirigir, dentro do quartel dos Bombeiros, à tropa de profissionais honestos como se bandidos fossem.
Nossos militares foram presos e conduzidos aos quartéis da PMERJ como criminosos apenas por reivindicar dignidade profissional!
Se nossos companheiros erraram ao ADENTRAR a SUA SEGUNDA MORADA, o Governador foi CRIMINOSO e DITATORIAL ao ordenar a invasão do Quartel Central dos Bombeiros pelo BOPE com uso de FORÇA, TIROS E BOMBAScomo se ali fosse uma antro de criminosos e não de profissionais que arriscam a sua vida pela população, CAUSANDO FERIMENTO EM MULHERES E CRIANÇAS e obrigando a nossos companheiros ao confronto.
AJUDEM AQUELES QUE SEMPRE O SOCORRERAM!!!
NUNCA DEIXAMOS DE ATENDER E SOCORRER A POPULAÇÃO!
MOSTRE A SUA INDIGNAÇÃO POR ESSE ATO VIOLENTO E DITATORIAL DO GOVERNADOR SERGIO CABRAL!!!
MOSTRE O SEU APOIO AOS BOMBEIROS!
ENVIEM  ESSA  CARTA  PARA TODOS OS SEUS AMIGOS.
ACOMPANHEM E APOIEM O NOSSO MOVIMENTO PELO SITEhttp://www.sosguardavidas.com  
SALÁRIOS BRUTOS NO BRASIL:
01º - Brasília - R$ 4.129.73

02º - Sergipe – R$ 3.012.00

03º - Goiás – R$ 2.722.00

04º - Mato Grosso do Sul – R$ 2.176.00

05º – São Paulo – R$ 2.170.00

06º – Paraná – R$ 2.128,00 1

07º - Amapá – R$ 2.070.00

08º – Minas Gerais - R$ 2.041.00

09º - Maranhão– R$ 2.037.39

10º – Bahia – inicial - R$ 1.927.00

11º - Alagoas - R$ 1.818.56

12º - Rio Grande do Norte – R$ 1.815.00

13º - Espírito Santo – R$ 1.801.14

14º - Mato Grosso – R$ 1.779.00

15º - Santa Catarina – R$ 1.600.00

16º - Tocantins – R$ 1.572.00

17º - Amazonas – R$ 1.546.00

18º - Ceará – R$ 1.529,00

19º - Roraima – R$ 1.526.91

20º - Piauí – R$ 1.372.00

21º - Pernambuco – R$ 1.331.00

22º - Acre – R$ 1.299.81

23º - Paraíba – R$ 1.297.88

24º - Rondônia – R$ 1.251.00

25º - Pará – R$ 1.215,00

26º - Rio Grande do Sul – R$ 1.172.00

27º - Rio de Janeiro - R$ 1.031,38 (SEM VALE TRANSPORTE)


O RIO DE JANEIRO é o Estado que mais recebe investimentos no Brasil, é o 2º que mais arrecada impostos.
Pretende Sediar o Rock in Rio, as Olimpíadas militares, a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016. 
Há algo de errado e Podre no Governo do Exmo Sr Governador Sérgio Cabral Filho!!!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Introdução ao Fascismo - Resenha


O texto de Leandro Konder trata com uma nova abordagem o sistema político que nasceu na Itália e foi difundido na Europa e posto em prática na própria Itália e posteriormente a Alemanha. Particularmente pela dificuldade em encontrar textos ou livros retratando sobre o assunto, ele exerce um certo fascínio e ao mesmo tempo surpresa em ver uma “faceta” desconhecida pelo censo comum.


            Conforme analisado no texto, e durante toda a sua explanação, pode-se ver o medo da burguesia italiana por causa do crescimento acelerado das revoltas/revoluções proletárias pela Europa e a recente Revolução Russa em 1917. Assim surgiu a necessidade de buscar “armas” no campo inimigo para a construção de um sistema capaz de atender seus interesses e manter o proletariado quieto, enganado constantemente pelas falsas afirmações e promessas desse novo governo.


Para isso andar conforme os seus desejos deveriam ler e encontrar em Marx, princípios e conceitos capazes de se dar um novo sentido, maquiar seus princípios com o da proposta de Marx e impor uma nova atmosfera, mesmo que fosse algo extremamente sem base e perigoso, pois sempre mistificavam a ‘coisa’. Ao encontrarem Mussolini um ex partidário de esquerda, encontraram também o que mais procuravam. Conforme disse antes um meio de mudar o sentido de alguns conceitos de Marx, fantasiando-os e mistificando-os conforme a sua vontade. Mussolini tinha tudo isso e um pouco mais.


É interessante voltar um pouco no texto e frisar algo que o autor coloca:


“...Nem todo movimento reacionário é facista. Nem toda repressão – por mais feroz que seja – exercida em nome da conservação de privilégios de classe ou casta é facista ....”

Em toda a segunda parte da apostila (págs 4 e 5) o autor afirma categoricamente que o fascismo foi um sistema ou método totalmente a parte e diferenciado de qualquer outro com características parecidas, portanto na minha opinião o populismo carrega diversos pontos em comum com o fascismo do modo com o qual manipula as massas e mantêm o interesse de uma elite no topo.


Por falar em populismo outra característica importante do fascismo é o modo e a propaganda utilizada para manter o apoio das massas, mesmo que essa estivesse sendo enganada e que sua situação era assim por conta das potências estrangeiras (o que não deixava de ser verdade as custas da 1ª Guerra Mundial e de outro lado ‘culpa’ também de sua nação que querendo ou não atendia apenas o que fosse do interesse da elite econômica de seu país). A propaganda usada para vender produtos foi a mais espetacular idéia já copiada, vender a sua filosofia política como a certa e necessária e utilizar-se do palavreado comum, com gritos de guerra e a importância da nação para o bem de todos. Ganharam os votos de uma massa que acreditava que para sua melhora teria que vir primeiro a sua nação, manteve tudo conforme queria

           
Por ultimo veio à questão de quem financiava o fascismo. Foi dados exemplos das grandes indústrias e companhias alemãs que financiavam o nazismo e a partir disse colocaram a mesma situação para o financiamento do fascismo na Itália, que para mim parece algo obvio. Claro que existiram exceções nas ditaduras militares na América - Latina, mas ai isso é outra história para ser estudada e analisada.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Curso de extensão Atualização em História da África e História Afro-Brasileira – a Lei 10.639/2003 Primeiras impressões





Antes de qualquer coisa gostaria de deixar devidamente expresso que o que escrevo aqui é uma opinião minha, e que talvez cause transtornos... mas é uma opinião, a ser discutida e transformada no decorrer do curso ou trabalhada com discussões sadias.

                A temática do curso é muito interessante e trata de um assunto acobertado pela falsa impressão de que somos uma sociedade sem preconceitos. De uma parcela da sociedade (grande parcela para falar a verdade) que foi instigada a ser retratada como meros instrumentos de um passado (visto por nós) vergonhoso, assim como Dom Pedro II também o via. Não será nesse momento (não neste texto) que irei retratar esse ponto da nossa história, que infelizmente assim como outras passagens históricas são “mal passadas” nos livros didáticos. Causando uma péssima impressão da formação de nossa sociedade. E que infelizmente o que é uma inverdade sobre a história do nosso povo, hoje isso se inverte pelo que é visto pela reação (falta de reação) perante a tantos absurdos acometidos contra nós e nada fazemos por um conformismo construído, por interesses alheios.

                Aproveitando esse ponto dos livros didáticos, e bem comentado no curso. Falo com “força” que os nossos livros a Escola Sociológica (Fernando Henrique Cardoso e outros), inseriu o negro dentro da história, como coitado, inferior (grifo meu), fraco e um ser que aceita a sua condição sem luta ou questionamento. O que se trata de uma grande inverdade, quando nós historiadores e principalmente aqueles que se especializam na História da Escravidão brasileira.

                Minimamente digo que não apenas Zumbi, foi um movimento de revolta e libertação desse povo arrancado de sua terra, costumes e família. E ser tratado como um objeto no meio de tantos estranhos (não pela cor, mas sim pela cultura e língua falada), tentando a todo custo sobreviver a esse inferno. A sua luta, não mostrada pelo livro didático, é de um povo que manteve a sua cultura, mesmo essa entrelaçada ao cristianismo católico, que ao longo do tempo negociava com o seu senhor o seu trabalho e regalias. Conquistando sua “liberdade” e movimentando revoltas que ocorreram desde o Brasil colônia até o fim da escravidão com a Lei Áurea.

                E milhares de fatos e informações ainda desconhecida por nos homens comuns, me arrisco a dizer que até os movimentos negros e ONGs a desconhecem. Que aparentemente comprovei nos meu primeiro contato com as pessoas do curso, em que a grande maioria pertence a essas ONGs. Um pouco de sensacionalismo que vem da culpa dos nossos livros didáticos (não me canso de repetir), impulsionado por interesses e pela Escola Sociológica Brasileira, que ao tentar fazer justiça ao mal acometido ao Negro ou Afro-Descendente (termo usado atualmente), criou uma série de discussões, conflitos nem sempre amigáveis.

                Não é correto por a culpa em alguém, uma vez que não existia um estudo aprofundado no assunto. E ate mesmo pela falsa impressão de nos autodenominar um País sem preconceito racial. O mais interessante do curso até onde eu vi e foi discutido, é como trabalhar o tema escravidão e a história da África na sala de aula. E no próprio curso se reconhece a dificuldade de ter uma resposta pontual acerca do assunto.

                Estamos engatinhando, mas já é algo, uma vez que a história ainda insiste em ser algo privado de uma classe (infelizmente a nossa), o carregar uma postura errônea de ignorar o preconceito visto no dia a dia (de todas as formas possíveis) e das mudanças mais que necessárias nos livros didáticos e na postura do professor quanto ao tema.

                E como num laboratório, vamos testar e testar muitos meios e formas para começar a mudar esse quadro.

                No fim pouco falei sobre o curso em si, mas já vale como um bom inicio de discussão, que como dizem ainda vai dar muito pano p manga.

terça-feira, 7 de junho de 2011

A Relação Entre a Religião e o Trabalho na Sociedade Inca




            Os autores Adriano Vieira Rolim e Larissa Lima Malafaia Carvalho, nos relata de modo totalmente diferente a idéia da relação entre religião e trabalho na sociedade estudada. Diferentemente do que se vê em Artigos e Textos do gênero, os autores tentam não entrar em tendências e procuram a imparcialidade apesar da dificuldade em se chegar nesse ponto.a tentativa de mostrar a religião como um ponto de equilíbrio é constante no texto estudado apesar da preocupação em distingui-lo ou confirma-lo como um meio de exploração ou equilíbrio necessário a essa Sociedade conforme enuncia em seu texto :


“...a religião atuava como uma forma ideológica a fim de justificar a exploração da camada social dirigente sobre a produtora ou se esta mentalidade religiosa era essencial para manter o equilíbrio da sociedade....”


Para encontrar a ‘resposta’, sua analise começa pelas estruturas sociais antes mesmo da “formação do Estado Inca”, denota as relações de grupos com uma parte considerável da sociedade Inca – os Ayllu, que formavam a base agrícola e seu trabalho em laço comunal, com a presença do Estado isso começa a mudar de forma. Seu trabalho é incluído nesse artigo para denotar as diferenças encontradas após a sua inclusão na Sociedade Inca



“O ayllu era formado por famílias ligadas por laços de parentesco. A posse de terra no ayllu era comunal... o trabalho ayllu baseava-se na ajuda mútua entre as famílias e estas, somente após preparar e semear as terras do Kuraka, passavam a cuidar de seus próprios lotes. O inca se proclama soberano da comunidade e divide as terras do ayllu.... e a terceira parte, a maior, é de toda comunidade conquistada,... numa tentativa de demonstrar a generosidade e benevolência do inca.



Um ponto importante que ao invés de sobrepujar a religião dos dominados ele a adaptava a religião dominante que acabava por criar uma pratica cultural comum a todo o império. Como também os seus atos de benevolência para com os conquistados. Apesar de todos os fatores mostrarem uma exploração da camada social superior sobre a produtora o texto mostra que a religião também era necessária para manter o equilíbrio da sociedade e diante da formação burocrática (e toda a estrutura social formada) impedia e impede o historiador em equivocar-se de dizer que essa ‘elite’ era ociosa, quando cada um tinha uma papel bem definido nessa sociedade, mantendo uma rigorosa centralização do poder extremamente influenciada pela fé que movia todo o universo Inca.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

A Formação do Estado Islâmico – os Preceitos do Alcorão e as Divisões em Sunitas e Xiitas




            Antes da formação do Estado Islâmico, os árabes não tinham uma unidade política formada. Vivendo entre dois Impérios em constante confronto (Império Bizantino e o Império Persa), os árabes viviam em tribos, cada uma dessa  formando vários clãs, umas nômades e outras sedentárias, viviam em constantes guerras. Politeístas já conheciam “Al-lah”, que só teria uma grande importância no nascimento do Islã ou Islão.

 O nascimento do Estado Islâmico segue entrelaçado com a difusão da religião proferida por Maomé (Muhammad) em 610 após uma revelação divina, atribuída muitas vezes pelo Arcanjo Gabriel, e com o apoio de sua esposa. Pregando o monoteísmo, criticando o materialismo e anunciando o Juízo Final, Maomé fez muitos adeptos como também inimigos, fazendo-o fugir para cidade vizinha de Meca, a Yathrib. Nessa cidade Maomé faz alianças com as tribos pagãs e judaicas, fazendo as duas cidades entrarem e guerra. Maomé vitorioso, juntamente com os seus discípulos, prega a conversão e avançam as suas conquistas por todo o território árabe. Em 630 ele toma Meca e ao fim de sua vida toda a Península Arábica estava praticamente tomada pelo Islamismo.

            Após sua morte e sem deixar alguém para a sua sucessão cria-se o califado (califa – representante). E em um desses califados surge a as duas vertentes do Islã, os sunitas e xiitas, provocados, com as brigas pelo poder, assassinatos e corrupção Ali (xiita) é obrigado a se retirar graças  ao complô de Muawiya (sunitas). Vale dizer que durante esses califados, quatro no total, foram os responsáveis pela unificação da Arábia e da sua expansão para a Ásia, Europa e Norte da África. Após os quatro califas, surgiram duas dinastias bastando dizer as características principais de cada uma para não alongar muito o assunto.

O primeiro chamado de Os Omiadas (661-750) terminou com o caráter eletivo dos califas tornando-os hereditários, suas grandes marcas foram: uma nova expansão territorial; liberdade de culto aos conquistados; instituição da lingua árabe nas áreas administrativas, antes tomadas pela grega e persa; e o novo modelo de cunhagem de moedas, que continham agora inscrições árabes de referencia a unicidade divina. O fim dessa dinastia deu-se de modo trágico. Tendo toda a família exterminada pelos Abássidas.

            Os Abássidas (750-1258) foi o período do apogeu cultural islâmico, fundindo as características persas, sírias e indianas misturando os ao árabe. O massacre aos descendentes do Ali (xiitas) que apoiaram os abássidas pela tomada de poder, provocando a cisão entre as duas vertentes islâmicas, e apesar de dar continuidade à expansão territorial começava ai a desagregação política com a formação de varias dinastias pelo território árabe. E a “tomada” de poder pelos turcos seljúcidas em 1055. E a reunificação provocada por Saladino no período das Cruzadas.

            O Alcorão é as transcrições das revelações de Maomé durante os 22 anos em que recebia as revelações e as proferiu no restante de sua vida. Foram transcritos por diversos “escribas” durante as revelações a pedido de Maomé. Escrito em diversos tipos de papel e outros materiais como ossos de camelos, pedras, pergaminhos e até mesmo na memória dos primeiros seguidores de Maomé. Até hoje existe varias teorias de como fora compilado o Alcorão. Como a Bíblia do cristão/católico, houve um concilio para ver quais as partes em que seriam usadas para o Alcorão definitivo e quais as descartadas. Interessante saber que o Alcorão recita que existem outros livros com a mesma essência dela  como a Bíblia e da existência de povos que são os cristãos e os judeus como os “donos do livro”. Estudiosos comprovam que os personagens bíblicos aparecem no Alcorão e o mesmo serve como doutrina, meio de vida, o respeito entre as pessoas e povos, e a busca espiritual.

            Como disse anteriormente, uma das causas para essa divisão foi à luta pelo poder entre Ali (xiita) e Muawiya (sunita). O surgimento dessas vertentes deu-se após a morte de Maomé, em que os sunitas são o lado moderado do Islã enquanto os xiitas são os extremistas. Os sunitas são a maioria no cerca de 85% da população islâmica, eles consideram todos iguais e acreditam que os povo islâmico se manterá unida. Eles consideram os xiitas ou o xiismo como uma seita herege, mas dentro do Islã. Outras tendências do sunitas acreditam que os xiitas são desertores do Islã.



           
A visão ocidental sobre esse povo é bastante preconceituosa. Vindo principalmente das Cruzadas, ela toma uma forma muito negativa no Ocidente, principalmente pela visão Norte Americana de que eles são o “povo do mal”. Numa tentativa de impor o capitalismo nessa região rica culturalmente com a valorização de seus costumes, é duramente criticada pela feição cristã, como pagão e infiel. A “liberdade” imposta pelo capitalismo mostra aos ocidentais uma visão feia e cruel sobre o modo de vida islâmico, e a ausência de história desse povo e de tantos outros, deixada ao largo tanto por certo menosprezo e intencionalidade criando esse preconceito e visão “tortuosa” sobre eles. Com um pouco mais de estudo podemos ver a importância cultural e social que eles deram aos ocidentais, e que a culpa atribuída a eles na verdade é unicamente ocidental, melhor dizendo européia cristã.

Não cabe ao cristão ou ocidental julgar a cultura, economia e sociedade de qualquer povo por suas diferenças sócio religiosa. Cabe na verdade estudá-los, e tirar proveito de uma cultura riquíssima para engrandecer a nossa. Vale lembrar que a ascensão da Europa e o fim da Era Medieval para o Mercantilismo e por fim a Revolução industrial. Devemos de certa forma agradecer por esse choque cultural que somou conhecimento e “riqueza” aos ocidentais e retirar esse erro grotesco sobre essa sociedade.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Curso de Extensão - Atualize-se em História da Africa




O Centro interdisciplinar de Formação Continuada (interfoco/
UnB) oferece o curso de extensão Atualização em História da
África e História Afro-Brasileira – a Lei 10.639/2003. as aulas
começam amanhã, 2 de junho e vão até 7 de julho, na sala
Papirus da Faculdade de educação (Fe 1), sempre às quintas-feiras, das 8h às 12h. Valor: r$ 30. Carga horária: 30h (20h
presenciais e 10h virtuais). as inscrições devem ser feitas no
interfoco, prédio Multiuso i, Bloco a, sala at- 57/7. o objetivo
é promover a educação nas relações etno-raciais por meio da
capacitação de professores da rede pública de ensino.
Mais informações: 3107 5804/5917/5918