Os autores Adriano Vieira Rolim e Larissa Lima Malafaia Carvalho, nos relata de modo totalmente diferente a idéia da relação entre religião e trabalho na sociedade estudada. Diferentemente do que se vê em Artigos e Textos do gênero, os autores tentam não entrar em tendências e procuram a imparcialidade apesar da dificuldade em se chegar nesse ponto.a tentativa de mostrar a religião como um ponto de equilíbrio é constante no texto estudado apesar da preocupação em distingui-lo ou confirma-lo como um meio de exploração ou equilíbrio necessário a essa Sociedade conforme enuncia em seu texto :
“...a religião atuava como uma forma ideológica a fim de justificar a exploração da camada social dirigente sobre a produtora ou se esta mentalidade religiosa era essencial para manter o equilíbrio da sociedade....”
Para encontrar a ‘resposta’, sua analise começa pelas estruturas sociais antes mesmo da “formação do Estado Inca”, denota as relações de grupos com uma parte considerável da sociedade Inca – os Ayllu, que formavam a base agrícola e seu trabalho em laço comunal, com a presença do Estado isso começa a mudar de forma. Seu trabalho é incluído nesse artigo para denotar as diferenças encontradas após a sua inclusão na Sociedade Inca
“O ayllu era formado por famílias ligadas por laços de parentesco. A posse de terra no ayllu era comunal... o trabalho ayllu baseava-se na ajuda mútua entre as famílias e estas, somente após preparar e semear as terras do Kuraka, passavam a cuidar de seus próprios lotes. O inca se proclama soberano da comunidade e divide as terras do ayllu.... e a terceira parte, a maior, é de toda comunidade conquistada,... numa tentativa de demonstrar a generosidade e benevolência do inca.
Um ponto importante que ao invés de sobrepujar a religião dos dominados ele a adaptava a religião dominante que acabava por criar uma pratica cultural comum a todo o império. Como também os seus atos de benevolência para com os conquistados. Apesar de todos os fatores mostrarem uma exploração da camada social superior sobre a produtora o texto mostra que a religião também era necessária para manter o equilíbrio da sociedade e diante da formação burocrática (e toda a estrutura social formada) impedia e impede o historiador em equivocar-se de dizer que essa ‘elite’ era ociosa, quando cada um tinha uma papel bem definido nessa sociedade, mantendo uma rigorosa centralização do poder extremamente influenciada pela fé que movia todo o universo Inca.
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