quinta-feira, 28 de abril de 2011

Tiradentes um símbolo para a República - 2ª Parte




Um dos símbolos mais poderosos do positivismo e antes dele a da Revolução Francesa é a imagem da mulher. Este símbolo teve representações marcantes tanto na evolução da construção da filosofia positivista de Augusto Comte, quanto na Revolução Francesa.

            Cada uma delas com inspirações distintas representam até hoje significados diferentes que se encontraram como símbolo nacional. No caso do Positivismo, a figura da mulher foi inserida, após o encontro de Comte com a Clotilde de Vaux, na qual a sua influência ditou novos rumos transformando a filosofia numa nova religião, onde o mais importante nesse momento é dizer que a mulher representava acima de tudo a humanidade. Já no caso Frances, após a proclamação da república, foi adotado a figura feminina advinda do simbolismo romano, uma vez que sua figura representava a liberdade, e para suprir o novo regime de símbolos, no qual após o fim da monarquia absolutista com a decapitação do rei, precisava de suporte para consolidar esse novo período. Alem da inspiração romana, outro fator para o uso da figura feminina foi a larga participação da mulher, durante toda a revolução, tendo até uma das participantes retratado como símbolo da República no quadro A liberdade guiando o povo,de Eugène Delacroix.


            A representação feminina como símbolo da república, ganhou adeptos entre os letrados brasileiros, já que esses tiveram alguma influência, seja na Revolução, seja na filosofia comtista (maioria absoluta dos republicanos). A figura feminina retratada aqui segue um misto de afrontamento a figura paternalista da monarquia e a evolução da humanidade de acordo com a filosofia positivista.

            Em um primeiro momento a sua imagem, ganhou força nos jornais republicanos, antes mesmo da proclamação, mostrando por meio de caricaturas, alternando sua imagem de protetora à guerreira, inicialmente com certa seriedade, logo depois com ar de ridículo como uma forma de critica ao novo regime.

            Seguindo as orientações de Comte nas representações artísticas do Positivismo, os artistas nas criações de seus quadros e monumentos deveriam por em suas obras “...idealização da realidade, a exaltação do lado altruísta e afetivo do ser humano, deve promover o culto cívico da família, da pátria e da humanidade.”





continua...

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Tiradentes um símbolo para a República - 1ª Parte




Com a necessidade de se criar símbolos para fortalecer a Proclamação da República em 1889 junto à sociedade e aos grupos que a estabeleceram, utilizaram se das idéias positivista e da Revolução Francesa para confeccionar esses símbolos que mostrariam o ápice da ‘evolução’ política do Brasil. O problema era adaptar esses símbolos a realidade sócio-cultural brasileira, na qual se inseria como uma sociedade católica e conseqüentemente patriarcal. Imagine ter como símbolo nacional a imagem de uma mulher, tratada na sociedade apenas como dona de casa, mãe e submissa ao homem, torna-se assim um símbolo incoerente ainda mais por não ter qualquer simbologia religiosa.


Sabe-se que o símbolo a ser criado deveria agradar as 3 correntes que proclamaram a república e principalmente o povo. Sabe-se ainda que a mesma se deu por conta do descontentamento da Igreja, do Exército e dos Ex-proprietarios de escravos (latifundiários), ainda que existissem clubes e jornais republicanos espalhados no país e principalmente na capital, eles foram os responsáveis pela mudança. Mas a influência positivista na construção dos símbolos foi grande e ela não conseguiu impor um símbolo que pudesse fortalecer o novo regime e misturá-los a essas 3 correntes e principalmente ao povo.


              Segundo José Murilo de Cavalho no livro “Formação das Almas – O Imaginário da República no Brasil, a imagem de Tiradentes, mesmo presente em clubes republicanos (em quadros), não se esperava que o mesmo tivesse a força que apresenta hoje nos livros de história e no imaginário do povo como herói nacional.


Para explicar a ascensão de Tiradentes como símbolo nacional, ou melhor dizendo herói da República, deve-se voltar à filosofia Positivista de Comte e os símbolos por ele idealizado para a “máxima positivista”, para ser inserida no seu ideal de república.



Continua....

segunda-feira, 28 de março de 2011

Associação Nacional de História - ANPUH





Poderíamos na primeira postagem
Falar sobre algo excepcional como a Revolução Francesa
Ou algo extremamente polêmico como o Nazismo
Ou até mesmo a mal estudada e totalmente malfadada a Vinda da Família Real Portuguesa durante o domínio Napoleônico sobre a Europa

Mas se me permitem
Farei apenas a propaganda de uma associação que despertou o meu interesse
E como podem ver aparentemente não sou um bom historiador
Por desconhecer até pouco tempo atrás da ANPUH – Associação Nacional de História

Recheada de artigos e outras coisas de interesse de nossos amigos de profissão ou amantes da história por assim dizer

Aqui dessa forma promovo essa Associação e aproveito essa oportunidade para que se filiem a ela


E que sabe assim fortalecer uma profissão que tem além de registrar os fatos passados
Trazer a tona o que se esqueceu e ajudar na formação critica da sociedade