Um dos símbolos mais poderosos do positivismo e antes dele a da Revolução Francesa é a imagem da mulher. Este símbolo teve representações marcantes tanto na evolução da construção da filosofia positivista de Augusto Comte, quanto na Revolução Francesa.
Cada uma delas com inspirações distintas representam até hoje significados diferentes que se encontraram como símbolo nacional. No caso do Positivismo, a figura da mulher foi inserida, após o encontro de Comte com a Clotilde de Vaux, na qual a sua influência ditou novos rumos transformando a filosofia numa nova religião, onde o mais importante nesse momento é dizer que a mulher representava acima de tudo a humanidade. Já no caso Frances, após a proclamação da república, foi adotado a figura feminina advinda do simbolismo romano, uma vez que sua figura representava a liberdade, e para suprir o novo regime de símbolos, no qual após o fim da monarquia absolutista com a decapitação do rei, precisava de suporte para consolidar esse novo período. Alem da inspiração romana, outro fator para o uso da figura feminina foi a larga participação da mulher, durante toda a revolução, tendo até uma das participantes retratado como símbolo da República no quadro A liberdade guiando o povo,de Eugène Delacroix.
A representação feminina como símbolo da república, ganhou adeptos entre os letrados brasileiros, já que esses tiveram alguma influência, seja na Revolução, seja na filosofia comtista (maioria absoluta dos republicanos). A figura feminina retratada aqui segue um misto de afrontamento a figura paternalista da monarquia e a evolução da humanidade de acordo com a filosofia positivista.
Em um primeiro momento a sua imagem, ganhou força nos jornais republicanos, antes mesmo da proclamação, mostrando por meio de caricaturas, alternando sua imagem de protetora à guerreira, inicialmente com certa seriedade, logo depois com ar de ridículo como uma forma de critica ao novo regime.
Seguindo as orientações de Comte nas representações artísticas do Positivismo, os artistas nas criações de seus quadros e monumentos deveriam por em suas obras “...idealização da realidade, a exaltação do lado altruísta e afetivo do ser humano, deve promover o culto cívico da família, da pátria e da humanidade.”
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