quarta-feira, 27 de abril de 2011

Tiradentes um símbolo para a República - 1ª Parte




Com a necessidade de se criar símbolos para fortalecer a Proclamação da República em 1889 junto à sociedade e aos grupos que a estabeleceram, utilizaram se das idéias positivista e da Revolução Francesa para confeccionar esses símbolos que mostrariam o ápice da ‘evolução’ política do Brasil. O problema era adaptar esses símbolos a realidade sócio-cultural brasileira, na qual se inseria como uma sociedade católica e conseqüentemente patriarcal. Imagine ter como símbolo nacional a imagem de uma mulher, tratada na sociedade apenas como dona de casa, mãe e submissa ao homem, torna-se assim um símbolo incoerente ainda mais por não ter qualquer simbologia religiosa.


Sabe-se que o símbolo a ser criado deveria agradar as 3 correntes que proclamaram a república e principalmente o povo. Sabe-se ainda que a mesma se deu por conta do descontentamento da Igreja, do Exército e dos Ex-proprietarios de escravos (latifundiários), ainda que existissem clubes e jornais republicanos espalhados no país e principalmente na capital, eles foram os responsáveis pela mudança. Mas a influência positivista na construção dos símbolos foi grande e ela não conseguiu impor um símbolo que pudesse fortalecer o novo regime e misturá-los a essas 3 correntes e principalmente ao povo.


              Segundo José Murilo de Cavalho no livro “Formação das Almas – O Imaginário da República no Brasil, a imagem de Tiradentes, mesmo presente em clubes republicanos (em quadros), não se esperava que o mesmo tivesse a força que apresenta hoje nos livros de história e no imaginário do povo como herói nacional.


Para explicar a ascensão de Tiradentes como símbolo nacional, ou melhor dizendo herói da República, deve-se voltar à filosofia Positivista de Comte e os símbolos por ele idealizado para a “máxima positivista”, para ser inserida no seu ideal de república.



Continua....

Nenhum comentário:

Postar um comentário