O que não faltou aos positivistas foi postulante a heróis. Tiveram Deodoro, Benjamin Constant e por ultimo Floriano Peixoto. Mesmo com todas as qualificações destes personagens, todos também possuíam algo que os tirava desse mérito.
A imagem de Tiradentes, mesmo sendo usada nos Clubes Republicanos, e de sua colocaçãocomo herói, nunca foi propriamente colocado como símbolo da República como acabou por se tornar. Sob a sua figura, até mesmo nos livros didáticos do ensino fundamental e médio, nos coloca em duvida quem era Joaquim José da Silva Xavier. O que vemos hoje seja em imagens e na história desse personagem, veio de uma longa construção, ainda no Regime de Dom Pedro II, desde a criação do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, o Colégio Pedro II, o Arquivo Imperial e claro o movimentos republicanos desde 1870.
“Em torno da personagem histórica de Tiradentes houve e continua a haver intensa batalha historiográfica. Até hoje se disputa sobre seu verdadeiro papel na Inconfidência, sobre sua personalidade, sobre suas convicções, sobre sua aparência física.”
Não há como negar seu papel histórico, dada a importância desse movimento separatista ainda no Brasil Colônia. O grande problema era até que ponto se falaria abertamente sobre essa personagem, não por conta do período ou do regime, mas sim pelo fato do País ser governado pelo bisneto da Rainha Maria a Louca que o condenou a morte, que tanto conhecemos.
Sua aparição discreta e controversa começou a se fortalecer ainda no Segundo Reinado, com comemorações da Inconfidência Mineira em 21 de abril. Debates e até mesmo brigas/discussões sobre quem era Tiradentes antes de depois da prisão, foi o que mais ajudou na construção de sua personagem como conhecemos hoje. Joaquim Norberto de Souza e Silva e sua obra História da Conjuração Mineira, pelo qual trabalhou por treze anos documentos sobre a Inconfidência até então desconhecidos. O grande problema para os republicanos nisso tudo, alem de o autor ser monarquista convicto, foi a mudança na personalidade e no comportamento de Tiradentes, que de um homem revolucionário havia se tornado se tornado em um homem santificado. Ainda segundo ele transformado por conta dos repetidos interrogatórios e da lavagem cerebral por conta da ação dos frades franciscanos, chegando a dizer: “Prenderam um patriota; executaram um frade!”. Os republicanos se negavam a aceitar que Tiradentes havia mudado e acreditavam que esse misticismo tiraria todo o apelo patriótico e o seu apelo heróico.
continua...



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